Conheço a Leda desde que arco-íris era em preto e branco e fazíamos o telejornal Hoje na TV Globo, também em PB, com Márcia Mendes, Scarlet Moon, Marisa Raja Gabaglia e Marília Gabriela em São Paulo, todos começando na televisão. Sempre gostei dela, do seu jeito simpático e extrovertido, do seu humor, de sua inteligência crítica e objetiva. Bem informada, louca por uma boa fofoca como todos nós, jornalistas profissionais ou amadores, Leda sempre foi querida, popular, familiar, a que sabe falar e ouvir, a que é educada e respeitosa mas não é boba, a que pergunta o que se quer mesmo saber. Às vezes, quando necessário, na lata.

Depois nos reencontramos muitas vezes no Sem Censura, não só como amigos, mas como entrevistadora e entrevistado. É o programa de televisão que mais gosto de fazer nas penosas maratonas de lançamento de livros, no qual acho que dou as melhores entrevistas. Com ela fico totalmente à vontade, me divirto trocando ideias com os outros convidados. Admiro o domínio de Leda, mantendo um timing perfeito, cozinhando e misturando os ingredientes e oferecendo um delicioso lanche das tardes brasileiras. Sempre fui fã do programa, e nele Leda encontrou sua casa, seu cafofo profissional, seu habitat. Com um formato dinâmico e de grandes possibilidades e vários entrevistados de campos diferentes interagindo sob o seu comando, Leda se tornou uma craque no estilo, equilibrando informalidade e simpatia com espertezas e malandragens de entrevistadora experiente. Salve simpatia! Com certeza seu livro vai reproduzir o sabor e a sustança de suas entrevistas com algumas das maiores personalidades brasileiras. E divertir, informar e esclarecer o pessoal.

Vale o escrito!


Nelson Motta